Demência é um declínio adquirido e progressivo de funções cognitivas que compromete a autonomia — não é consequência normal do envelhecimento. A avaliação precoce importa por dois motivos: parte dos quadros de declínio cognitivo tem causa reversível, e nos quadros degenerativos o tratamento iniciado cedo preserva mais funcionalidade. O manejo dos sintomas comportamentais e o suporte ao cuidador são tão determinantes quanto a medicação.
Esquecer onde deixou a chave e lembrar depois é envelhecimento. Não reconhecer para que serve a chave é outra coisa.
Os sinais que sugerem investigação são a progressão, a perda de autonomia e a alteração de comportamento. Esquecimento que piora ao longo de meses, repetição da mesma pergunta em curto intervalo, dificuldade com tarefas antes automáticas — usar o banco, cozinhar uma receita conhecida, seguir um trajeto habitual —, desorientação no tempo, dificuldade para encontrar palavras e mudanças de personalidade ou de julgamento.
Um sinal precoce frequentemente ignorado é o afastamento social: deixar de participar de atividades que antes eram habituais, muitas vezes por perceber a própria dificuldade.
Essa é a principal razão para avaliar cedo e não atribuir o quadro à idade. Condições que produzem declínio cognitivo e são potencialmente reversíveis incluem:
A avaliação combina entrevista com o paciente e com um informante próximo — etapa indispensável, porque a percepção do próprio déficit costuma estar comprometida —, testes cognitivos de rastreio e, quando indicado, avaliação neuropsicológica completa.
Exames laboratoriais investigam as causas reversíveis listadas acima. A neuroimagem é parte da investigação e serve tanto para excluir lesões estruturais quanto para caracterizar o padrão de atrofia e a carga vascular.
A revisão da lista completa de medicamentos em uso é uma das etapas de maior rendimento: a polifarmácia e os fármacos anticolinérgicos respondem por uma parcela relevante dos quadros confusionais em idosos.
Nos quadros degenerativos, o tratamento farmacológico específico atua sobre a progressão dos sintomas. Os inibidores da colinesterase e o antagonista de receptor NMDA têm indicação conforme o tipo e o estágio, e o benefício é maior quanto mais cedo se inicia.
O controle de fatores de risco vascular — pressão, glicemia, colesterol, tabagismo — é parte do tratamento em todos os tipos, não apenas na demência vascular.
O manejo dos sintomas psicológicos e comportamentais é, na prática, o que mais impacta a qualidade de vida do paciente e da família: agitação, agressividade, apatia, depressão, alterações do sono, desconfiança e alucinações. A primeira linha é não farmacológica — estruturação de rotina, adequação do ambiente, manejo de gatilhos, orientação ao cuidador. Medicação é usada com parcimônia, na menor dose eficaz e por tempo definido, com atenção especial na demência com corpos de Lewy, em que antipsicóticos podem provocar reações graves.
O suporte ao cuidador não é acessório do tratamento. Sobrecarga e depressão do cuidador estão associadas a piora do paciente e a institucionalização precoce, e endereçá-las faz parte do plano.
Quem procura um psiquiatra especialista em demências costuma já ter passado por consultas que não resolveram, ou chega depois de meses tentando lidar sozinho. O Dr. Reinaldo Segre é médico psiquiatra com mais de 40 anos de prática clínica e mais de 700 mil consultas realizadas, e transtornos neurocognitivos maiores é uma das onze linhas que atende regularmente.
Não existe título de "especialista em demências" no Conselho Federal de Medicina — a especialidade registrada é Psiquiatria, e é ela que habilita o diagnóstico e o tratamento deste quadro. O que muda entre profissionais é a experiência clínica acumulada com a condição. Vale desconfiar de quem se anuncia como especialista em um transtorno específico sem registro de especialista em psiquiatria: o RQE é público e pode ser conferido no portal do CFM.
O Dr. Segre atende presencialmente na Vila Andrade, em São Paulo, e em Alphaville, em Barueri, além de teleconsulta por videochamada para pacientes de todo o Brasil.
A primeira consulta é mais longa que um retorno, porque é nela que se constrói o diagnóstico. O Dr. Segre ouve a história completa — quando os sintomas começaram, o que mudou desde então, o que já foi tentado, que remédios você usa hoje, como está o sono, o apetite, o trabalho e as relações. Exames anteriores, receitas e relatórios de outros profissionais ajudam e devem ser levados.
O atendimento acontece presencialmente nos consultórios da Vila Andrade, em São Paulo, e de Alphaville, em Barueri, ou por teleconsulta em videochamada, para pacientes de qualquer lugar do Brasil. O consultório atende de segunda a sexta, das 8h às 17h.
O atendimento é particular, a partir dos 14 anos. É emitido recibo e nota fiscal para solicitação de reembolso junto ao convênio.
Nem sempre. Esquecimentos ocasionais, com a informação sendo recuperada depois, são compatíveis com o envelhecimento normal. O que sugere investigação é a progressão ao longo de meses, a repetição da mesma pergunta em curto intervalo, a dificuldade com tarefas antes automáticas e a perda de autonomia. Ansiedade, depressão e privação de sono também comprometem a memória e precisam ser considerados.
As demências degenerativas, como o Alzheimer, não têm cura, mas têm tratamento que atua sobre sintomas e progressão, com benefício maior quanto mais cedo iniciado. Importante: parte dos quadros de declínio cognitivo tem causa reversível — depressão, hipotireoidismo, deficiência de B12, efeito de medicação, apneia do sono —, e esses casos podem melhorar de forma significativa quando a causa é tratada.
Demência é o termo geral para o quadro de declínio cognitivo adquirido que compromete a autonomia. Alzheimer é a causa mais frequente de demência, mas não a única — existem ainda a demência vascular, a demência com corpos de Lewy, a frontotemporal e as formas mistas. Identificar o tipo importa porque o tratamento e os cuidados variam, especialmente em relação ao uso de antipsicóticos.
As duas especialidades atuam nesse campo e frequentemente em conjunto. O psiquiatra tem papel central na avaliação diagnóstica diferencial — especialmente para distinguir depressão de demência, o que é uma das confusões mais comuns — e no manejo dos sintomas comportamentais e psicológicos, que costumam ser o principal desafio para a família.
A primeira abordagem é não farmacológica: identificar o gatilho, que com frequência é dor, desconforto, fome, necessidade de ir ao banheiro, excesso de estímulo ou mudança de rotina. Ambiente estável, comunicação simples e redirecionamento funcionam melhor que confronto. Medicação é usada quando há risco ou sofrimento significativo, na menor dose e por tempo definido. Mudança súbita de comportamento costuma indicar causa clínica aguda e exige avaliação.