Tratamento para insônia

Insônia é o transtorno do sono mais comum e raramente vem sozinha: costuma ser sintoma de ansiedade, depressão, apneia do sono, dor crônica ou efeito de medicação. Tratar apenas com indutor do sono alivia a noite e mantém a causa intacta. O tratamento começa pela investigação do que está por trás, e a terapia cognitivo-comportamental para insônia tem eficácia superior à medicação no longo prazo.

O que caracteriza insônia como transtorno

Insônia não se define pelo número de horas dormidas — há quem funcione bem com seis e quem precise de nove. O que define o transtorno é a dificuldade de iniciar ou manter o sono, ou o despertar precoce, associada a prejuízo durante o dia.

O critério temporal separa dois quadros com condutas diferentes. A insônia aguda dura menos de três meses e costuma ter gatilho identificável — luto, mudança, doença, estresse pontual. A insônia crônica ocorre pelo menos três noites por semana, por três meses ou mais, e nesse ponto já se sustenta sozinha, independentemente do gatilho que a originou.

Os três padrões de insônia

Por que tratar só com remédio para dormir não resolve

Indutores do sono funcionam — encurtam o tempo para adormecer e reduzem despertares. O problema é que, na maioria dos casos, a insônia é manifestação de outra coisa, e o indutor age sobre a manifestação.

Quando a causa é apneia obstrutiva do sono, o quadro é mais grave: sedativos relaxam a musculatura da via aérea e podem piorar as pausas respiratórias. Prescrever indutor a quem tem apneia não diagnosticada é agravar o problema enquanto se alivia o sintoma.

Há ainda o efeito de tolerância. Boa parte dos hipnóticos perde eficácia com o uso continuado, e a retirada produz insônia de rebote — pior do que a original —, o que reforça a percepção de que o remédio era indispensável.

O que precisa ser investigado

Como é o tratamento

A terapia cognitivo-comportamental para insônia é o tratamento de primeira linha da insônia crônica nas principais diretrizes internacionais, com eficácia comparável à medicação no curto prazo e superior no longo prazo, porque o efeito se mantém depois do fim do tratamento. Ela trabalha restrição e consolidação do tempo na cama, controle de estímulos, e o componente cognitivo — a ansiedade antecipatória em relação ao sono, que sozinha já perpetua o quadro.

A medicação tem lugar definido: alívio no curto prazo, travessia de períodos críticos e tratamento da condição de base. Quando a insônia é secundária a depressão ou ansiedade, tratar o quadro primário costuma resolver o sono sem necessidade de hipnótico próprio.

Existem opções com perfis distintos — agonistas do receptor de melatonina, antidepressivos sedativos em dose baixa, antipsicóticos de segunda geração em casos selecionados, e os hipnóticos clássicos, cujo uso é preferencialmente de curto prazo. A escolha depende do padrão de insônia, das comorbidades e do risco de dependência.

Higiene do sono: o que tem efeito real

Higiene do sono isolada tem efeito modesto sobre insônia crônica já instalada — é condição necessária, não tratamento suficiente. Funciona como componente de um plano, não como substituto dele.

Psiquiatra especialista em Insônia em São Paulo e Barueri

Quem procura um psiquiatra especialista em insônia costuma já ter passado por consultas que não resolveram, ou chega depois de meses tentando lidar sozinho. O Dr. Reinaldo Segre é médico psiquiatra com mais de 40 anos de prática clínica e mais de 700 mil consultas realizadas, e transtorno de insônia é uma das onze linhas que atende regularmente.

Não existe título de "especialista em insônia" no Conselho Federal de Medicina — a especialidade registrada é Psiquiatria, e é ela que habilita o diagnóstico e o tratamento deste quadro. O que muda entre profissionais é a experiência clínica acumulada com a condição. Vale desconfiar de quem se anuncia como especialista em um transtorno específico sem registro de especialista em psiquiatria: o RQE é público e pode ser conferido no portal do CFM.

O Dr. Segre atende presencialmente na Vila Andrade, em São Paulo, e em Alphaville, em Barueri, além de teleconsulta por videochamada para pacientes de todo o Brasil.

Como é a consulta com o Dr. Reinaldo Segre

A primeira consulta é mais longa que um retorno, porque é nela que se constrói o diagnóstico. O Dr. Segre ouve a história completa — quando os sintomas começaram, o que mudou desde então, o que já foi tentado, que remédios você usa hoje, como está o sono, o apetite, o trabalho e as relações. Exames anteriores, receitas e relatórios de outros profissionais ajudam e devem ser levados.

O atendimento acontece presencialmente nos consultórios da Vila Andrade, em São Paulo, e de Alphaville, em Barueri, ou por teleconsulta em videochamada, para pacientes de qualquer lugar do Brasil. O consultório atende de segunda a sexta, das 8h às 17h.

O atendimento é particular, a partir dos 14 anos. É emitido recibo e nota fiscal para solicitação de reembolso junto ao convênio.

Perguntas frequentes

Quantas horas de sono são necessárias?

Para a maioria dos adultos, entre sete e nove horas, mas há variação individual legítima. O parâmetro mais útil não é o número de horas e sim como você funciona durante o dia: se acorda razoavelmente descansado e atravessa o dia sem sonolência excessiva, seu sono está adequado, mesmo que dure menos do que a média.

Remédio para dormir causa dependência?

Os hipnóticos benzodiazepínicos e assemelhados têm potencial real de tolerância e dependência, especialmente com uso prolongado e diário. Por isso são indicados preferencialmente por períodos curtos. Outras opções — agonistas de melatonina, antidepressivos sedativos em dose baixa — não têm esse perfil. A escolha considera exatamente esse risco.

Melatonina resolve insônia?

Melatonina é hormônio regulador do ritmo circadiano, não hipnótico. Tem boa indicação para desalinhamento de ritmo — jet lag, trabalho em turnos, atraso de fase em adolescentes — e para adultos acima de 55 anos. Para insônia crônica comum em adulto jovem, o efeito é pequeno. Horário e dose importam mais do que a quantidade, e o uso deve ser orientado.

Insônia pode ser sintoma de depressão?

Sim, e com frequência é a primeira queixa. O padrão mais sugestivo é o despertar precoce — acordar duas ou três horas antes do necessário sem conseguir voltar a dormir. Insônia também pode preceder um episódio depressivo em semanas e é fator de risco independente para o desenvolvimento de depressão, o que torna o tratamento dela relevante por si só.

Como saber se tenho apneia do sono?

Os sinais que levantam suspeita são ronco alto e habitual, pausas respiratórias observadas por quem dorme junto, engasgos noturnos, sono não reparador, dor de cabeça matinal e sonolência diurna excessiva. A confirmação é feita por polissonografia. A investigação é importante porque apneia não tratada aumenta risco cardiovascular e porque sedativos podem agravá-la.

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Onde e como o Dr. Segre atende

Regiões atendidas

Contato: (11) 97697-8497 — segunda a sexta, das 8h às 17h. Agendar consulta.

Conteúdo produzido sob responsabilidade editorial do consultório de Dr. Reinaldo Segre, Médico Psiquiatra — CRM SP 24275, RQE 33732. Última atualização em 16 de setembro de 2026.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico. Nunca inicie, altere ou interrompa qualquer medicação sem orientação do seu médico. Em situação de emergência, procure o serviço de urgência mais próximo ou ligue 192. Se você tem pensamentos de morte ou de autoagressão, o CVV atende gratuitamente pelo telefone 188, 24 horas por dia, e por chat em cvv.org.br.