A farmacogenética analisa variantes genéticas que influenciam como o organismo metaboliza medicações psiquiátricas. Ela não diagnostica transtornos mentais e não escolhe o tratamento sozinha: ajuda a explicar por que um paciente teve efeito adverso intenso com dose baixa ou nenhuma resposta com dose habitual. É uma ferramenta de apoio à decisão clínica, com indicação mais clara em quem já falhou com tratamentos anteriores.
A maior parte dos psicofármacos é metabolizada por enzimas do sistema citocromo P450, principalmente as chamadas CYP2D6 e CYP2C19. As variantes desses genes distribuem as pessoas em perfis de metabolização — lento, intermediário, normal ou ultrarrápido.
A consequência prática é direta. Um metabolizador lento acumula concentrações mais altas do fármaco na dose padrão, com mais efeitos adversos. Um metabolizador ultrarrápido elimina rápido demais e pode não atingir concentração terapêutica, o que se apresenta na clínica como ausência de resposta.
Alguns painéis analisam também genes relacionados a alvos farmacológicos, como transportadores de serotonina, mas a evidência clínica nesse campo é menos consolidada do que a da metabolização.
Este é o ponto mais importante e o mais distorcido no mercado, e por isso vale ser explícito.
Para um primeiro episódio, em paciente sem histórico de tratamento, o exame raramente muda a conduta inicial — a escolha se apoia bem no perfil de sintomas, nas comorbidades e no perfil de efeitos adversos de cada fármaco.
O laudo classifica os medicamentos analisados em faixas de orientação, geralmente do tipo 'usar conforme indicação padrão', 'usar com cautela e ajuste de dose' e 'considerar alternativa'. Essa classificação é uma camada de informação, não uma prescrição.
Na consulta, o resultado entra junto com o restante: diagnóstico, sintomas predominantes, condições clínicas associadas, medicações em uso, histórico de resposta e tolerabilidade, e preferências do paciente. Um fármaco sinalizado como 'cautela' pode continuar sendo a melhor escolha, com ajuste de dose e monitorização — sobretudo se já funcionou antes.
O resultado genético não muda ao longo da vida, o que significa que o exame é feito uma vez e permanece útil para decisões futuras.
O Dr. Reinaldo Segre incorporou a farmacogenética à prática psiquiátrica e a utiliza como ferramenta de apoio em casos selecionados, principalmente em pacientes com histórico de resposta insuficiente ou de intolerância a tratamentos anteriores.
A indicação do exame é discutida em consulta, com explicação do que ele pode e do que não pode responder, antes de qualquer solicitação. O resultado é interpretado dentro do contexto clínico, nunca isoladamente.
Quem procura um psiquiatra especialista em medicina genômica costuma já ter passado por consultas que não resolveram, ou chega depois de meses tentando lidar sozinho. O Dr. Reinaldo Segre é médico psiquiatra com mais de 40 anos de prática clínica e mais de 700 mil consultas realizadas, e farmacogenética aplicada à psiquiatria é uma das onze linhas que atende regularmente.
Não existe título de "especialista em medicina genômica" no Conselho Federal de Medicina — a especialidade registrada é Psiquiatria, e é ela que habilita o diagnóstico e o tratamento deste quadro. O que muda entre profissionais é a experiência clínica acumulada com a condição. Vale desconfiar de quem se anuncia como especialista em um transtorno específico sem registro de especialista em psiquiatria: o RQE é público e pode ser conferido no portal do CFM.
O Dr. Segre atende presencialmente na Vila Andrade, em São Paulo, e em Alphaville, em Barueri, além de teleconsulta por videochamada para pacientes de todo o Brasil.
A primeira consulta é mais longa que um retorno, porque é nela que se constrói o diagnóstico. O Dr. Segre ouve a história completa — quando os sintomas começaram, o que mudou desde então, o que já foi tentado, que remédios você usa hoje, como está o sono, o apetite, o trabalho e as relações. Exames anteriores, receitas e relatórios de outros profissionais ajudam e devem ser levados.
O atendimento acontece presencialmente nos consultórios da Vila Andrade, em São Paulo, e de Alphaville, em Barueri, ou por teleconsulta em videochamada, para pacientes de qualquer lugar do Brasil. O consultório atende de segunda a sexta, das 8h às 17h.
O atendimento é particular, a partir dos 14 anos. É emitido recibo e nota fiscal para solicitação de reembolso junto ao convênio.
Não diretamente. Ele informa como seu organismo tende a metabolizar determinadas medicações, classificando-as em faixas de orientação. A escolha do medicamento continua sendo clínica e considera diagnóstico, sintomas predominantes, condições associadas, outras medicações em uso e, principalmente, o histórico de resposta a tratamentos anteriores — que segue sendo a informação mais valiosa.
Não. Nenhum exame genético disponível diagnostica transtorno psiquiátrico. O diagnóstico em psiquiatria é clínico, feito por entrevista, história e exame do estado mental. A farmacogenética atua exclusivamente sobre a etapa de escolha e ajuste de medicação, não sobre a definição do diagnóstico.
Em geral, não. Para um primeiro episódio sem histórico de tratamento, o exame raramente altera a conduta inicial. A indicação fica mais clara quando já houve falha com dois ou mais tratamentos adequados, efeitos adversos intensos com doses baixas, ausência completa de efeito com doses habituais ou uso simultâneo de várias medicações.
Não. O perfil genético não se altera ao longo da vida, então o exame é feito uma única vez e o resultado permanece válido para decisões terapêuticas futuras. O que pode mudar é a interpretação, à medida que novas evidências sobre determinados fármacos se consolidam.
A cobertura varia conforme o plano e a indicação clínica registrada. O atendimento do Dr. Segre é particular, com emissão de recibo e nota fiscal para solicitação de reembolso. As condições de cobertura do exame devem ser verificadas diretamente com a operadora, e o relatório clínico que fundamenta a indicação é fornecido.