O Transtorno Explosivo Intermitente é caracterizado por episódios recorrentes de agressividade verbal ou física claramente desproporcionais ao gatilho, com arrependimento posterior. Não é 'pavio curto' nem falha de caráter: é um transtorno do controle de impulsos, com base neurobiológica e tratamento definido. É subdiagnosticado porque as pessoas raramente procuram ajuda pela raiva — procuram quando ela já custou um emprego ou um casamento.
Todo mundo perde a paciência. O que define o TEI é a desproporção sistemática entre o estímulo e a reação, associada à perda de controle durante o episódio.
O padrão típico tem três tempos. Antes, há uma sensação crescente de tensão, calor, aceleração. Durante, a reação acontece de forma quase automática, com relato frequente de 'ter apagado' ou de assistir a si mesmo de fora. Depois, vem exaustão, vergonha e arrependimento genuíno — o que distingue o TEI de agressividade instrumental, planejada e sem remorso.
Os episódios são breves, geralmente com menos de trinta minutos, e o intervalo entre eles é de funcionamento normal. É essa alternância — daí 'intermitente' — que faz familiares descreverem duas pessoas diferentes.
A agressividade episódica é sintoma de muitas condições, e o TEI é diagnóstico de exclusão. A avaliação precisa descartar:
O tratamento combina medicação e psicoterapia, e é dos quadros em que a combinação faz mais diferença.
No campo farmacológico, há evidência para antidepressivos serotoninérgicos na redução da impulsividade agressiva e para estabilizadores de humor e anticonvulsivantes, especialmente quando há oscilação de humor associada. A escolha depende do quadro de base identificado na avaliação — se o TEI acompanha bipolaridade, TDAH ou depressão, tratar a condição primária é o que mais reduz os episódios.
A psicoterapia cognitivo-comportamental trabalha o reconhecimento dos sinais precoces de escalada, estratégias de interrupção antes do ponto de não retorno, reestruturação da leitura de ameaça e provocação, e treino de assertividade — porque boa parte das explosões vem de acúmulo de frustrações não verbalizadas.
O componente familiar costuma ser necessário. Quem convive precisa de orientação sobre o que fazer durante um episódio e sobre como estabelecer limites de segurança.
Quem procura um psiquiatra especialista em tei costuma já ter passado por consultas que não resolveram, ou chega depois de meses tentando lidar sozinho. O Dr. Reinaldo Segre é médico psiquiatra com mais de 40 anos de prática clínica e mais de 700 mil consultas realizadas, e transtorno explosivo intermitente é uma das onze linhas que atende regularmente.
Não existe título de "especialista em tei" no Conselho Federal de Medicina — a especialidade registrada é Psiquiatria, e é ela que habilita o diagnóstico e o tratamento deste quadro. O que muda entre profissionais é a experiência clínica acumulada com a condição. Vale desconfiar de quem se anuncia como especialista em um transtorno específico sem registro de especialista em psiquiatria: o RQE é público e pode ser conferido no portal do CFM.
O Dr. Segre atende presencialmente na Vila Andrade, em São Paulo, e em Alphaville, em Barueri, além de teleconsulta por videochamada para pacientes de todo o Brasil.
A primeira consulta é mais longa que um retorno, porque é nela que se constrói o diagnóstico. O Dr. Segre ouve a história completa — quando os sintomas começaram, o que mudou desde então, o que já foi tentado, que remédios você usa hoje, como está o sono, o apetite, o trabalho e as relações. Exames anteriores, receitas e relatórios de outros profissionais ajudam e devem ser levados.
O atendimento acontece presencialmente nos consultórios da Vila Andrade, em São Paulo, e de Alphaville, em Barueri, ou por teleconsulta em videochamada, para pacientes de qualquer lugar do Brasil. O consultório atende de segunda a sexta, das 8h às 17h.
O atendimento é particular, a partir dos 14 anos. É emitido recibo e nota fiscal para solicitação de reembolso junto ao convênio.
Não. Irritabilidade elevada é traço de temperamento; o TEI é um transtorno definido por episódios de perda de controle com agressividade desproporcional ao estímulo, seguidos de arrependimento, e com prejuízo real em trabalho, relações ou situação legal. A diferença prática está na perda de controle durante o episódio e no custo acumulado que ele produz.
Tem, e com resposta significativa na maioria dos casos. O tratamento combina medicação — antidepressivos serotoninérgicos ou estabilizadores de humor, conforme o quadro — com psicoterapia focada em reconhecimento de gatilhos e controle de impulso. A maior dificuldade costuma ser chegar à consulta, porque a raiva raramente é o motivo pelo qual as pessoas procuram ajuda.
Aborde fora do episódio, nunca durante ou logo depois. Fale de consequências concretas e observáveis em vez de julgamento de caráter — 'você quebrou o celular três vezes este ano' funciona melhor do que 'você é agressivo'. Muitos pacientes sentem alívio ao descobrir que existe nome e tratamento. Se há risco físico para alguém da casa, a segurança vem primeiro e a avaliação é urgente.
Não, mas se confundem e podem coexistir. No transtorno bipolar, a irritabilidade faz parte de um episódio de humor que dura dias ou semanas, acompanhado de alteração de energia, sono e pensamento. No TEI, os episódios são breves — minutos — e o funcionamento entre eles é normal. A distinção muda o tratamento e por isso a avaliação investiga história de mania e hipomania.
Significativamente. O álcool reduz o controle inibitório exatamente nos circuitos envolvidos no quadro, e é o fator isolado mais associado a episódios graves e a consequências legais. A suspensão costuma ser uma das primeiras recomendações do tratamento.